Wednesday, October 2, 2019

Porto Alegre - Tacuarembo

 


A partida é marcada para as 7 da manhã. Entretanto por volta das 4 Nelson já está agitado. Não conseguindo dormir, vai para a garagem e fica apreciando as motos e pensando algum detalhe que pode ter ficado para trás. Para sua sorte, ele não é o único ansioso do dia e assim um pouco antes das 6 da manhã a movimentação intensa começa.

Ainda faltam 10 minutos para as 7 e o grupo já está todo perfilado na frente de casa para a foto oficial. Com tudo dando certo, daqui a 20 dias esses aventureiros estarão de volta com mais de 10 mil quilômetros percorridos e muita história para contar.

O dia é perfeito para o inicio da jornada, ainda que mesmo as 7 da manhã o calor já comece a mostrar que vai ser um dia quente. A primeira parada prevista é em Tacuarembó à 680 km. Tudo vai indo conforme previsto: trânsito mais intenso na saída, parada clássica para o pastel e o calor apertando conforme o dia avança. Em determinado ponto da viagem, Gui perde a sola do seu sapato. Mais adiante Dário quase atropela um veado. Sem consequências para a moto ou seu indômito piloto. A única reclamação de Dario é que o veado nunca mais ligou nem mandou recado. A temperatura continua castigando os motociclistas e chega aos 38 graus. Mas nos últimos km uma chuvinha aprece para refrescar e coroar o fim da primeira etapa. Chegando no hotel que tinha um interessante museu de carros antigos da Ford o objetivo do grupo era ir para o bar e contar algumas mentiras. Aliás esse é o objetivo mais importante da viagem.


ree



A noite foi marcada por muita chuva e granizo. O hotel foi classificado magnificamente com 1 estrela e as 6 da manhã Nelson e Dario já se encontravam no café, e logo juntaram se a eles Marco Aurélio e Clarissa, a tripulação do pace car. Rubens chegou ao som de “meu mundo caiu” pois ao sentar em uma cadeira tão velha quanto os Ford T do museu as pernas cederam e a cadeira e seu ocupante foram ao chão. Uma bela forma de começar esse dia.

Gui chegou com a calça descosturada na perna ( Aonde que esse menino está comprando essas roupas?) Um rolo de speed tape e Gui saiu com a calça reforçada e a bota remendada. Depois de colar os trapos, os valentes motociclistas estavam prontos para a partida. A próxima parada, Lujan, à 534 KM.










ree

ree







No comments:

Post a Comment

Epilogo

  O significado desta viagem vai muito além dos 11132 km percorridos. Foi uma aventura que exigiu muito planejamento, preparo físico e menta...