O termômetro marcava 5 graus. A saída de Lujan, como determinado pelo El Sargent major Nelson, deveria acontecer todos os dias as 7 da manhã. A etapa do dia era até Bahia Blanca com 693 km pela frente. Foi uma etapa com bastante vento e temperatura na média de 7 graus. Nenhuma emoção aparente: Nenhum veado cruzando a pista para conversar com o Dario, nenhuma sola de sapato solta pelo caminho e nada de ventos uivantes. Esse tipo de etapa cria até uma certa preocupação sobre o que aguardar mais a frente. Mas nesta brincadeira já percorreram 1929 km deste a partida de Porto Alegre. Agora nada melhor que uma happy hour para relaxar.
O dia seguinte era folga em Bahia Blanca. Esses dias OFF foram estrategicamente colocados ao longo da viagem não apenas com o intuito de descansar mas também como oportunidade de resolver possíveis problemas técnicos. Assim sendo, o programa do dia incluía a ida a 2 museus, sendo um sobre as Malvinas, e algumas pequenas manutenções que já se faziam necessárias.
Rubens conseguiu uma assistência virtual com o sueco a respeito da luz alta que não estava acendendo. E já que o assunto era lâmpada, Nelson tentava consertar a luz da carreta do pace car, que por algum curto circuito também não acendia.
Com a iluminação em dia, agora restava fazer o que se faz em qualquer viagem. Comer e beber, gastar um tempo em algum museu antes de chegar a hora de comer e beber de novo. Depois do merecido dia OFF é hora de dormir. Amanhã tem mais estrada. O destino é Trelew, na distância de 720 KM.


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